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Redescobrir uma planta aromática modesta, confiada por muito tempo aos jardins de monges e às fórmulas de Hildegarda de Bingen.
Há plantas que voltam em ondas. O hissope (Hyssopus officinalis) faz parte delas: esquecido e depois redescoberto, pertence a essa família discreta de ervas que antigamente se cultivava nos jardins dos mosteiros, entre o alecrim e a sálvia, sem lhe dar atenção particular. No entanto, ele era encontrado nos Physica de Hildegarde de Bingen (século XII), que fala dela como uma planta "que purifica" - no sentido medieval da palavra, mais próximo do gesto simbólico do que da farmacologia moderna. Este verão, proponho que a conheçamos de perto.
O hissope é um pequeno subarbusto da família das lamiáceas (como a lavanda, o tomilho, a hortelã). Ele cresce espontaneamente em solos calcários e secos do entorno do Mediterrâneo, da Espanha ao Irã. Folhas finas, alongadas, de um verde acinzentado que lembra o alecrim. Flores azul-violetas (às vezes rosas ou brancas, dependendo dos cultivares) em espigas apertadas no topo dos caules, muito apreciadas pelas abelhas. Reconhece-se pelo seu perfume: camforado, um pouco resinoso, com uma nota mais suave que a do alecrim - diz-se às vezes que cheira "à garrigue de manhã".
O hissope é mencionado na Bíblia, cultivado nos jardins beneditinos desde a Idade Média, e faz parte das plantas que Hildegarde de Bingen, monja renana do século XII, descreve em seu livro Physica, dedicado às virtudes das coisas criadas. Em sua obra, ele pertence ao universo dos remédios que se preparam no mosteiro: infusão, decocto, maceração no vinho. Deve-se ler essas receitas como traços de uma tradição - não como uma farmacopeia moderna. Também o encontramos na composição de várias licores monásticos antigos, dos quais a Chartreuse é talvez a herdeira mais famosa.
O gesto mais simples para se familiarizar com o hissope é bebê-lo puro antes de combiná-lo com outras coisas.
O sabor: herbáceo, camforado, com uma amargura elegante no final da boca. Pode-se adoçar com um pouco de mel de garrigue ou de tomilho.
O que eu gosto do hissope é que ele "segura" muito bem ao lado de outras plantas. Para uma infusão noturna, experimente:
Mesmo modo de infusão. Obtém-se uma xícara aromática, com a doçura cítrica da melissa e o envelope floral do tilo, onde o hissope traz sua nota resinosa que lembra a garrigue ao pôr do sol.
O hissope, como muitas aromáticas potentes, não é inócuo:
O hissope gosta de solo pobre, seco, bem drenado, em pleno sol. Ele suporta a seca, mas não os solos pesados e úmidos no inverno. Semeadura na primavera ou plantio de uma muda em vaso. Ele floresce de julho a setembro: é o momento em que se colhem as somidades floridas, para secar de cabeça para baixo, à sombra, em um local arejado.
E um último prazer: as abelhas, vespas solitárias e borboletas não se enganam. Uma borda de hissope em um canto seco é um bom gesto para os polinizadores, além de uma reserva para a infusão do inverno.
Como sempre, a infusão acompanha um momento, não substitui nada. Em complemento, não em substituição - consulte um profissional de saúde.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
Tisanes du soir — plantes qui aident à déposer la journée