Cinco plantas discretas que os jardineiros lamentam ter esquecido

Natureza 19 h agoAdicionar aos favoritos

Cinco plantas discretas que os jardineiros lamentam ter esquecido
cottonbro studio · Pexels

A revista britânica Gardeners' World interrogou centenas de jardineiros sobre as plantas mais injustamente desconhecidas. Eis, em eco, cinco dessas esquecidas a serem reabilitadas: modestas, sem brilho de estação, mas que carregam o jardim de um lado a outro do ano. Elogio do pouco notável.

O charme do discreto

Há no jardim plantas que se mostram - as rosas, as hortênsias, as grandes vivazes que fazem o evento - e há as outras. Aqueles que não se notam, que não pedem nada, que mantêm silenciosamente o cenário. Uma pesquisa recente da revista Gardeners' World com centenas de jardineiros britânicos perguntou quais plantas eles e elas lamentavam ver tão pouco nos jardins vizinhos. Inspirado por este elogio ao modesto, aqui estão cinco dessas esquecidas, escolhidas pelo seu charme discreto e pela sua generosidade pouco barulhenta.

Cinco esquecidas para reabilitar

1. A sanguisorba (Sanguisorba)

Fina, aérea, suas pequenas inflorescências em espigas vermelhas ou brancas flutuam acima da folhagem como vaga-lumes. Ela fica ereta sem suporte, não pede quase nada, atrai insetos no final do verão. Na borda do canteiro, ela traz essa leveza que as grandes vivazes perdem em julho.

2. A euphorbia (Euphorbia)

Gênero imenso (mais de 2.000 espécies) que vai do cobertura do solo ao pequeno arbusto. Raramente plantadas em nossos jardins, as euphorbias oferecem arquiteturas gráficas o ano todo, resistem à seca, e suas brácteas de um verde ácido iluminam a primavera. Cuidado, no entanto: sua seiva leitosa é irritante. Use luvas para podar.

3. A mil-folhas (Achillea millefolium)

Velha amiga dos herbários, a mil-folhas também é uma planta de jardim seco. Umbelas planas amarelas, brancas, rosas ou salmão, porte ereto, folhagem plumosa. Ela floresce por muito tempo, se ressemeia suavemente, alimenta os polinizadores. Ela tem até a virtude, dizem, de ajudar as plantas vizinhas a se portarem melhor - um velho ditado dos jardins de cura.

4. A verbena de Buenos Aires (Verbena bonariensis)

Talas longas desengonçadas, pequenas flores roxas em buquês, altura de 1,5 m sem um centímetro de suporte. Ela é plantada em semi-transparência: pode-se ver através dela, ela dá profundidade ao canteiro. Adorada pelas borboletas. Ressemeia-se de ano para ano com apenas o abandono necessário.

5. A carda (Dipsacus fullonum)

Grande selvagem com porte de candelabro, espinhos por toda parte, flores roxas em mangas. Bienal: no primeiro ano uma roseta, no segundo um caule majestoso. No inverno, seus talos secos se tornam esculturas para o jardim e um guarda-comida para os pintassilgos. Útil também: ela capta a água na base das folhas, como um pequeno vaso natural.

O que essas plantas nos lembram

Todas essas esquecidas têm em comum uma mesma qualidade: elas não procuram ser vistas. Elas se adaptam ao terreno, resistem à seca, se ressemeiam ou se contentam em ser. O belo jardim não é aquele que explode em cores duas semanas por ano; é aquele que mantém seu gesto justo, sua própria luz, sua vida discreta.

Um pequeno convite para desacelerar na banca do viveiro - e para pedir, em vez da estrela do momento, essas velhas cúmplices das quais não nos cansamos.

O gesto da estação

Estamos em julho: é o momento de identificar nos vizinhos, nos amigos, nos jardins abertos ao público, as plantas que você gosta - estaca, nota, foto. O plantio será feito no outono, entre setembro e novembro, em uma terra ainda quente. A natureza não ama nada mais do que a paciência.

Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.

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Éloïse BrunNatureza & estações
Crônica das estações, do jardim e da estética wabi-sabi.
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