Artes da Ásia 8 h agoAdicionar aos favoritos

Um passo mais lento que o habitual, a atenção voltada para a planta do pé: a marcha do Tai Chi (太極歩, tàijí bù) transforma um deslocamento anódino em um pequeno ritual de presença.
No imaginário ocidental, o Tai Chi (太極拳, tàijíquán, "boxe do faîte supremo") evoca silhuetas que desenham ondas lentas no ar matinal dos parques. O que se vê menos é o solo sob seus pés. No entanto, é aí que se joga uma parte essencial da prática: a marcha.
O Tai Chi walking, muitas vezes chamado simplesmente de bù fǎ (步法, "o método do passo"), é um exercício de aparelhamento entre o peso do corpo, a respiração e o olhar. Não se vai a lugar nenhum. Avança-se um passo, escuta-se, avança-se novamente.
Procure um espaço de três ou quatro metros, sobre uma superfície plana. Em pé, pés afastados na largura dos quadris, ombros relaxados, topo da cabeça como suspenso por um fio.
A respiração permanece nasal, ampla, silenciosa. Um passo pode durar cinco a dez segundos - muito mais que uma marcha comum.
Não é a lentidão que importa; é a atenção. Tradicionalmente, o pensamento se coloca sob o pé que recebe o peso, como se estivesse ouvindo o solo responder.
Os mestres usam a imagem do gato que se aproxima: silencioso, preciso, pronto. Também se diz que o praticante deveria "caminhar sobre o gelo fino" - sem nunca romper o equilíbrio.
Cinco minutos pela manhã, de pijama, no corredor. Ou dez minutos após o almoço, no jardim. O Tai Chi walking não exige vestimenta nem equipamento. Propõe apenas um deslocamento da atenção para o que, habitualmente, se faz sem nós.
Estudos de amplitude modesta, publicados recentemente na literatura sobre práticas corpo-mente, descrevem uma melhoria no equilíbrio postural, no sono e na sensação de calma em pessoas idosas que praticam regularmente o Tai Chi. Nada de miraculoso: atenção, respiração, um pouco de fortalecimento. Já é muito.
Como complemento, não como substituto - consulte um profissional de saúde se um distúrbio de equilíbrio ou sono o preocupa.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.