Artes da Ásia yesterdayAdicionar aos favoritos

Longe de querer "fazer o vazio", a meditação taoísta (道家静坐, *dàojiā jìngzuò*) trabalha com a respiração e a energia que o corpo já carrega. Um passo sentado, complementar à marcha do Tai Chi.
Em Ocidente, quando se ouve "meditação", pensa-se muitas vezes em fazer o vazio, em calar os pensamentos como se apagasse uma lâmpada. A tradição taoísta parte dali. Ela não busca apagar o que atravessa a mente: ela observa, ela acompanha, ela deixa descer. O termo clássico é 道家静坐 (dàojiā jìngzuò, literalmente "sentar-se tranquilo dos taoístas"), e essa prática é vista como uma arte de viver paciente, um companheiro diário - nunca como um remédio.
O que a distingue é sua intenção: em vez de forçar a calma, ela se harmoniza com ritmos já presentes no corpo. A respiração, a circulação, o calor das mãos. Nada é adicionado; ouve-se melhor.
Aqui está uma entrada simples, tirada dos pontos de referência transmitidos nos templos das montanhas Wudang, onde essa prática ainda é ensinada hoje:
Quando um pensamento surge - e ele surge -, não se o afasta. Ele é saudado, como uma nuvem que passa, e volta-se ao ventre. É tudo.
A meditação taoísta pertence à mesma família que o Qi Gong e o Tai Chi: três práticas primas, nascidas nas mesmas montanhas, que se complementam. O Qi Gong coloca o sopro em movimento, o Tai Chi o coloca em marcha, a meditação sentada o deixa se depositar. Os taoístas falam de um princípio único - 气 (qì, sopro vital) - que atravessa essas três formas.
Do lado da ciência, a meditação em geral (todas as tradições confundidas) é objeto de muitas pesquisas sobre o estresse e o sono, com resultados geralmente encorajadores, mas variáveis de acordo com os protocolos. Resta que, na tradição que nos ocupa hoje, não se senta para obter um resultado mensurável. Senta-se para estar lá, um momento, consigo mesmo.
Sobre as questões de ansiedade, de sono difícil, de ruminação - é em complemento a um acompanhamento, nunca em substituição. Se você está passando por um período difícil, consulte um profissional de saúde. A prática sentada pode acompanhar, ela não pode curar.
Mas ela pode, ao longo do tempo, oferecer dez minutos por dia em que não se está com pressa, em que não se espera nada, em que se está simplesmente sentado no meio da própria respiração. Já é muito.
No contexto do caminho taoísta que exploramos aqui número após número, essa meditação sentada vem prolongar a marcha do Tai Chi e os gestos do Qi Gong: três maneiras de deixar o corpo se lembrar que sabe respirar.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
Cheminement taoïste — mouvement et souffle