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Desde a Antiguidade, uma semente dourada crocante com um copo fresco nas praças do sul. História, preparação e uma maneira simples de trazê-la à mesa.
Lupinus albus, o tremoço branco, é uma das leguminosas mais antigas cultivadas no entorno do Mediterrâneo. Os arqueólogos encontram vestígios dele no Egito antigo - fala-se de sementes encontradas em certas tumbas - e os autores romanos (Virgílio, Columela) mencionam-no regularmente como cultura útil: pouco exigente, fixa o azoto atmosférico e deixa a terra mais rica do que a encontrou. Durante muito tempo, alimento das campinas pobres, acabou por ser esquecido nos mercados franceses, enquanto na Itália, na Grécia, em Portugal, nunca realmente abandonou as mesas de aperitivo.
Na Sicília e nas Púlias, chama-se lupini e compra-se em frascos, num salmoura clara, nos mercados. Em Portugal, são os tremoços que se beliscam com a cerveja fresca das tabernas. Na Grécia, os loúpina. Em todo o lado, um mesmo gesto: crocar a pele, sugar a pequena semente tenra, deitar fora a película.
O tremoço cru contém alcaloides amargos que o tornam imcomestível e, para algumas variedades antigas, potencialmente irritante. Toda a preparação tradicional visa retirar este amargor: é um trabalho lento de água. Hoje em dia, a maioria das variedades cultivadas são ditas doces - selecionadas para uma taxa de alcaloides muito baixa - mas o ritual permanece. Faz parte da semente tanto como a própria semente.
Para cerca de 300 g de sementes secas:
Ingredientes
Preparação
Para servir Num pequeno prato, com um copo de vinho branco fresco, uma cerveja escura, ou uma água com gás e um pedaço de limão. Croca-se a pele macia, suga-se a semente, deita-se a película num pires ao lado. É um aperitivo longo, conversador, que desacelera por instinto.
O tremoço marca muitas caixas sem esforço: rico em proteínas (cerca de 35-40 g para 100 g de sementes secas, segundo as variedades, dados Ciqual/Anses), sem glúten, cultivável em França, melhorando a fertilidade do solo. Não precisa que se faça dele o novo superalimento do mês - basta estar lá, no seu lugar, num pequeno prato, numa noite de verão, com um pouco de sal e muito tempo.
Nota prática: o tremoço faz parte dos alergénios com declaração obrigatória na Europa. Se é alérgico aos amendoins ou às leguminosas, tenha cuidado na primeira degustação.
As sementes de tremoço doce são particularmente ricas em proteínas (cerca de 35-40 g / 100 g seco, tabela Ciqual) e em fibras. Como todas as leguminosas, são um belo apoio a uma alimentação flexitariana - sem pretender substituir nada, apenas pelo prazer do sabor e da variedade.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
Cuisine de saison — légumes du moment, gestes simples